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  • brunoabreu6

Comer emocional: você já ouviu falar sobre isso?


A sociedade moderna tem a capacidade de adoecer uma pessoa sem que ela perceba. Não é mistério para ninguém isso, principalmente durante o período pandêmico que trouxe níveis alarmantes de problemas psicológicos para pessoas de todo o mundo. Esse adoecimento se mostra de diversas formas, uma delas sendo os transtornos alimentares.



Eles podem ser caracterizados por compulsões alimentares, episódios de jejum involuntário e mecanismos para se livrar do alimento. Neste sentido, vemos o comer emocional, hábito de descontar a frustração na alimentação, se tornando mais comum e perigoso, já que ele pode piorar a saúde de uma pessoa.


É preciso entender o que é o distúrbio e como é possível solucioná-lo sem prejudicar a saúde de um indivíduo que já está passando por problemas devido a outras situações. Nos próximos parágrafos, vamos entender mais sobre o comer emocional.


Você já ouviu falar sobre o comer emocional?


A alimentação é parte fundamental da vida humana em muitos sentidos. E, ao contrário do que pode ser pensado, ela tem a ver com aspectos psicológicos e culturais também. Ou seja, encarar as refeições apenas como uma situação nutricional é ignorar tudo o que rodeia a hora da alimentação.


Por conta deste papel emocional e cultural da comida, muitas vezes ela se torna uma forma de aliviar o dia a dia, satisfazendo o corpo e a mente. Não é para menos: da mesma forma que algumas drogas, a ingestão de certos alimentos pode liberar hormônios relacionados à satisfação e ao prazer.


Encontrar essas sensações na comida não é algo necessariamente ruim a princípio. Todos nós merecemos um dia de comer algo estritamente prazeroso. Porém, o hábito e o que pode estar relacionado ao consumo é que se torna uma situação perigosa, principalmente quando não existe necessidade física por aquela alimentação.


Quando estamos nessa situação - de buscar um relaxamento por meio da comida que não está relacionado às necessidades físicas - é que aparece o comer emocional. Pense nisso como o uso de uma substância para fugir ou amenizar a realidade, porém ela é comida e não álcool ou outras drogas.


Consegue entender o risco de ficar viciado nessa sensação colocada pela alimentação?


No próximo tópico, vamos explicar mais um risco do comer emocional.


Quais alimentos são característicos do comer emocional?


A fome emocional costuma estar ligada a episódios de compulsão alimentar e distúrbios psíquicos, onde a comida se torna um escape. Esse fato pode piorar com o tempo o quadro mental e levar a sensações ainda piores.


Isso fica ainda mais evidente quando lembramos quais são os alimentos mais encontrados em episódios do comer emocional: comidas muito gordurosas, calóricas e com grande quantidade de açúcar refinado. Ou seja, o comer emocional está ligado à ingestão de alimentos que não são saudáveis, normalmente, e isso pode levar ao ganho de peso e, consequente, piora do quadro mental de uma pessoa que tem transtornos alimentares.


Alguns alimentos associados ao comer emocional são:


  • Fast food;

  • Frituras;

  • Milkshakes;

  • Refrigerantes;

  • Bolos;

  • Sorvetes, entre outros.


Além das altas calorias, fica evidente que existem poucos nutrientes e uma baixa quantidade de fibras, fatos que atrapalham o sistema gastrointestinal e não trazem uma sensação de saciedade.


Qual a diferença da fome emocional e fome física?


Nem toda fome está relacionada a fatores emocionais, é claro. Na maior parte das vezes, a fome é uma necessidade de alimentos para a geração de energia e equilíbrio das funções do corpo humano. Para este caso, damos o nome de fome física, já que são fatores físicos os seus causadores.


A fome emocional pode ter uma origem física, mas nunca é a busca por calorias e alimentos para o funcionamento do corpo.


Como identificar o comer emocional?


Para saber se a fome está ligada às necessidades do corpo ou a sensações de angústia, estresse e tristeza, é preciso analisar os horários da alimentação, os alimentos escolhidos e a sensação após a alimentação. Existem diversas perguntas que precisam ser respondidas e o próprio paciente tem essas respostas na mão.


As principais perguntas costumam ser:


Quando a alimentação é feita?

A fome aparece após episódios de grande emoção (estresse, angústia, tristeza)?

Os alimentos são saudáveis ou são relacionados a muitas calorias e ingredientes não saudáveis?

Após a alimentação, a sensação melhora? Existe algum sentimento de culpa?

Você come até ficar satisfeito ou comer até sentir que não existe mais espaço?


Como evitar o comer emocional?


O primeiro passo para evitar a fome emocional é entender que ela existe e afeta a você. Sabendo disso, é possível tomar atitudes e procurar um profissional que possa ajudar, afinal o comer emocional é um sintoma de diversos distúrbios psicológicos. Problemas como a ansiedade e a depressão, por exemplo, necessitam acompanhamento médico e não podem ser negligenciados.


Outras atitudes podem beneficiar pessoas que sofrem com esse problema como:


Se concentrar na refeição

O hábito de comer enquanto são realizadas outras tarefas pode tirar a concentração e fazer a refeição não ser percebida totalmente. É muito importante tirar um tempo para se alimentar, independente de qual sejam as atividades do seu dia.


Descansar

Além do repouso adequado durante a noite, tirar um tempo para realizar um repouso durante o dia (não necessariamente dormir) pode diminuir o estresse e ajudar a concentração. Com isso, você sente menos vontade de recorrer a um alimento para reduzir a sensação daquele momento.


Evite ter alimentos inadequados em casa

É claro que o delivery mudou essa situação, porém não ter alguns alimentos em casa pode evitar a hora do comer emocional. Como algo compulsivo e imediatista, não encontrar esses alimentos na geladeira ou no armário é uma ótima medida.


Ter hobbys

Praticar atividades físicas, ler, se divertir ou jogar são atividades que fazem bem para a mente e podem reduzir episódios de estresse. É importante criar essas janelas tranquilas na semana, onde não existam cobranças para a melhor saúde mental.


Para a melhor alimentação, converse com especialistas


Encontrar a melhor alimentação é importante para pessoas que sofrem com o comer emocional ou não. É claro que conseguir deixar de lado os episódios de compulsão alimentar é importante, mas todas as pessoas podem tirar benefícios de encontrar um plano alimentar adequado e voltado para elas.


Especialistas, como os do Instituto Gallassini, podem ajudar na reeducação alimentar e no completo entendimento das funções do corpo, identificando a falta de nutrientes essenciais. Com anos de experiência, os profissionais da clínica estão prontos para abordar cada caso de maneira multidisciplinar e completa.


Para saber mais sobre a clínica, entre em contato agora mesmo e conheça a nossa iniciativa Super-Humanos. Estamos disponíveis para consultas de avaliação.

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