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  • brunoabreu6

Entenda como o jejum pode te ajudar a emagrecer


O jejum intermitente vem ganhando o público nos últimos anos. Bastante recomendado por páginas fitness e voltadas para a saúde corporal, ele passou a ser adotado por muitas pessoas que querem perder peso e encontrar o melhor da saúde. Porém, seria ele realmente uma boa alternativa para o emagrecimento?


Sim, o jejum intermitente pode ajudar a emagrecer, segundo diversos estudos realizados. Ainda está em estudo se a estratégia seria a melhor para o emagrecimento, mas os resultados obtidos são de perdas consideráveis de gordura e, após o fim do período de jejum, não houve ganho de peso como compensação.


Para entender mais sobre o jejum intermitente, trouxemos informações para que você saiba o que ele é, se você pode adotar a estratégia e quais os tipos de jejum que existem.


Entenda o que é o Jejum Intermitente e como ele pode te ajudar a emagrecer


Estratégia que está começando a se tornar famosa, o jejum intermitente é um tipo de dieta que reveza períodos de alimentação com períodos de ausência de ingestão calórica. Em termos mais simples, ele vai alternar períodos nos quais você pode comer (as janelas de alimentação) e outros que a alimentação com líquidos e sólidos que possuem calorias é proibida.


O objetivo da adoção desta estratégia é fazer a mudança da silhueta corporal, perdendo peso e trazendo mais saúde para o corpo, com o consumo do estoque de gordura nos períodos de jejum. Somado ao jejum, existe também uma mudança dos hábitos alimentares e o maior consumo de alimentos naturais durante o período onde existe a alimentação.


Além dos benefícios para o peso, o jejum intermitente também pode trazer:


  • Redução da inflamação;

  • Diminuição do colesterol;

  • Controle da pressão arterial;

  • Controle da glicemia;

  • Controle da sensibilidade da insulina, entre outros fatores.


Porém, é importante estar atento à possibilidade de adotar o jejum intermitente. Ele não é recomendado para algumas pessoas, podendo trazer problemas para o indivíduo.


Quem pode adotar o Jejum Intermitente?


Apesar dos diversos benefícios, o jejum intermitente não é uma boa opção para todo mundo, pois leva o corpo a alguns extremos. Pessoas com mais dificuldade de ficar sem comer são um dos exemplos, mas os principais afetados são pessoas que sofrem com síndromes metabólicas, como os diabéticos, e pessoas que sofrem com transtornos alimentares.


Além deles, o jejum não é recomendado para grávidas, lactantes, pessoas que fazem uso de medicamentos regulares e menores de 18 anos.


Como fazer o jejum intermitente?


Como mencionamos acima, o jejum é facilmente adotável ao serem criadas janelas de alimentação e intervalos de jejum. Porém, antes de prosseguir com qualquer estratégia alimentar, é preciso o auxílio e apoio de profissionais da medicina. Sem essa ajuda, o jejum pode trazer problemas e não atingir os objetivos pretendidos à priori.


O primeiro passo para o jejum intermitente é gradual, com a adoção de alguns dias em que existem períodos de jejum para acostumar o corpo. Com a adaptação, é possível aumentar o número de dias e de horas. Comece fazendo 12 horas de jejum em um ou dois dias na semana e, depois, aumente mais um dia e mais uma hora até chegar na frequência diária e no período de jejum desejado.


Esses períodos podem ser:


Jejum de 16 horas

A janela de alimentação dura 8 horas, sendo o resto do dia um período sem alimentos. É interessante combinar o período de repouso para não se passar muitas horas acordado sem comer.


Jejum de 18 horas

Idêntico ao anterior, mas aumentando duas horas.


Jejum de 24 horas

Um dia inteiro sem comer, literalmente. É uma estratégia para ser feita até três vezes na semana, enquanto nos outros dias se mantém uma dieta restritiva, mas com horários livres.


Comer 5 dias e reduzir 2 dias

Durante cinco dias, a alimentação será normal. Nos dois dias que sobram, a alimentação será reduzida para menos de 500 calorias.


Como quebrar o jejum intermitente?


O ideal para o período pós-jejum é voltar a comer devagar e sem desespero. Por isso, prefira alimentos leves, de fácil digestão e baixo índice glicêmico. Para este período, não ingira alimentos industrializados, com farinha ou açúcar refinados, de modo a não prejudicar o corpo.


Confira 10 alimentos recomendados para a quebra do jejum:

  • Cogumelos;

  • Ovos;

  • Batata-doce;

  • Peito de frango;

  • Brócolis;

  • Espinafre;

  • Tomate;

  • Couve-flor;

  • Maçã;

  • Cenoura.

Não esqueça do acompanhamento para o jejum


Aposto que, agora, você sabe tudo que é possível saber sobre o jejum intermitente. Antes de começar a fazer a estratégia por conta própria, procure profissionais especializados e realize exames de sangue e físicos para saber como anda a sua saúde. Ninguém quer se pôr em risco fazendo jejum sendo diabético não-diagnosticado, não é?


O Instituto Gallassini é uma clínica especializada no cuidado com a saúde e o corpo para que todos os pacientes encontrem o melhor resultado para os seus objetivos. A equipe multidisciplinar do Instituto acompanha os pacientes em todos os momentos para garantir o melhor tratamento possível.


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Fonte: Silva Lima, C. L., Salmito, P. A., Araújo, L. da S., Lira, S. M., da Silva, J. Y. G., Holanda, M. O., Paim, R. T. T., & Girão, N. M. (2019). Jejum intermitente no emagrecimento: uma revisão sistemática. RBNE - Revista Brasileira De Nutrição Esportiva, 13(79), 426-436.


Radhika V. Seimon, Jessica A. Roekenes, Jessica Zibellini, Benjamin Zhu, Alice A. Gibson, Andrew P. Hills, Rachel E. Wood, Neil A. King, Nuala M. Byrne, Amanda Sainsbury, Do intermittent diets provide physiological benefits over continuous diets for weight loss? A systematic review of clinical trials, Molecular and Cellular Endocrinology, Volume 418, Part 2, 2015, Pages 153-172, ISSN 0303-7207, https://doi.org/10.1016/j.mce.2015.09.014.


Grant M. Tinsley, Paul M. La Bounty, Effects of intermittent fasting on body composition and clinical health markers in humans, Nutrition Reviews, Volume 73, Issue 10, October 2015, Pages 661–674, https://doi.org/10.1093/nutrit/nuv041


Johnstone, A.M. (2007), Fasting – the ultimate diet?. Obesity Reviews, 8: 211-222. https://doi.org/10.1111/j.1467-789X.2006.00266.x

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